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domingo, 22 de marzo de 2015

El hielo rompió otro récord en el Ártico



El Observador.com.uy / Cromo - 20/03/2015
El crecimiento de la fina capa de agua congelada que cubre a la región durante el invierno del norte fue el menor desde que se comenzaron los registros
Video: NASA | Arctic Sea Ice Sets New Record Winter Low
Desde que la NASA comenzó la observación satelital en el Polo Norte, nunca registró un nivel tan bajo extensión de hielo invernal en el Ártico como este año. Así lo muestra la agencia espacial en un video en el que se ve cómo fue el proceso de esta capa de hielo y cómo en el invierno del hemisferio norte se quedó corta, al cubrir 130.000 kilómetros cuadrados menos que el récord mínimo anterior, en 2011.
Según los datos del Centro Nacional de Datos de Nieve y Hielo de Estados Unidos,  la capa de hielo se extendió en el Ártico en una superficie de 14,5 millones de kilómetros cuadrados, la cifra más baja desde 1979, año en el que se comenzaron las observaciones satelitales.
Se trata de una fina capa de hielo que suele derretirse cuando llega el verano, que alcanzó su pico máximo el 25 de febrero de este año, explicó la NASA. Esto es 15 días antes que la fecha establecida como promedio, el 12 de marzo. La única vez que se adelantó, fue el 24 de febrero de 1996.
De todas formas, lo más interesante para los científicos es la reducción de esta capa de hielo en verano, más que los máximos alcanzados en invierno, que son cada vez menores. La buena noticia es que los máximos y mínimos alcanzados en un mismo año no tienen relación, por lo que esto no quiere decir que el mínimo también vaya a romper récords cuando llegue el verano.
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Fuente: El Observador.com.uy / Cromo

http://lascotidianasdeenrique.blogspot.com

domingo, 31 de agosto de 2014

Análise de DNA revela que isolamento de comunidade no Ártico durou 4 mil anos



A NOTICIA DO OUTRO LADO

Análise de DNA revela que isolamento de comunidade no Ártico durou 4 mil anos

Grupo conhecido como paleo-esquimós viveram isolados na região norte-americana

Zero Hora 29/08/2014 | 15h31

Um grupo de povos antigos há muito extinto, conhecido como paleo-esquimós, viveu em isolamento no Ártico norte-americano por mais de 4 mil anos, revela um estudo publicado nesta quinta-feira.
Cruzando o Estreito de Bering, eles caminharam da Sibéria até seu novo lar, e não fizeram nenhum contato com outras culturas, que realizaram a mesma jornada em diferentes momentos da História, incluindo os nativos americanos e o povo inuit.
Estes paleo-esquimós desapareceram cerca de 700 anos atrás, por volta do tempo em que os ancestrais dos inuits modernos se mudaram para o leste, procedentes do Alasca, afirmam os cientistas no artigo publicado na revista americana Science.
"De certa forma, eles eram presa fácil e, ainda que tivessem sido empurrados para os limites do Ártico, onde não poderiam sobreviver economicamente, ou para outro lugar, eles podem simplesmente ter sido aniquilados de uma forma estranha", explicou William Fitzhugh, diretor do centro de estudos do Ártico do Museu Nacional Smithsonian's de História Natural.

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Para o estudo, os cientistas obtiveram o DNA de um osso humano antigo, dentes e amostras de cabelos das regiões árticas da Sibéria, Alasca, Canadá e Groenlândia.
Eles também decodificaram os genomas de dois inuits atuais da Groenlândia, de dois Nivkhs siberianos, de um esquimó das Ilhas Aleutas e de dois nativos-americanos atabascanos.

Um estudo de seus genes demonstrou que os paleo-esquimós não tinham relação com os nativos americanos ou com os inuit. Conhecidos como Saqqaq e povo Dorset, estes paleo-esquimós viveram em pequenos povoados, com um punhado de casas e grupos de apenas 20 a 30 pessoas.
É difícil saber com certeza qual era o tamanho de sua população, mas os cientistas afirmam que provavelmente era de poucos milhares. Em vista da uniformidade encontrada pelos cientistas no DNA mitocondrial, que é passado pela mãe, aparentemente havia poucas mulheres entre eles e as relações consanguíneas parecem ter sido comuns.
"A história ocupacional do Ártico é única em comparação com outras regiões do planeta", declarou Maanasa Raghavan, biólogo molecular e cientista do Museu de História Natural da Dinamarca. "As mudanças culturais foram provocadas pelo movimento de ideias e não por povos novos vindos à região", acrescentou.
Especialistas afirmam que o povo Dorset era conhecido por sua arte e sua habilidade na elaboração de pequenas lâminas e lanças de pedra. No entanto, não se acredita que eles usassem arcos e flechas. Eles caçavam e pescavam e celebravam encontros rituais em malocas tradicionais. No entanto, Fitzhugh disse que arqueólogos "tiveram muitos problemas em compreender sua mentalidade".
A história tampouco tem comparação conhecida para grupos que ficaram por sua própria conta por tanto tempo quanto eles.

"Penso que é uma incidência notável de estabilidade cultural e continuidade. E não acho que se possa encontrar um exemplo moderno nos últimos 4.000 ou 5.000 anos como este", afirmou.